Comércio Eletrônico e segurança da informação: as empresas devem cuidar do usuário

Comércio Eletrônico e segurança da informação: as empresas devem cuidar do usuário

Milhares de compras online são feitas a todo momento e a partir de qualquer dispositivo. Como prevenir possíveis fraudes virtuais? Aqui, apresentamos algumas questões essenciais.

 

Seja através de dispositivos móveis ou de computadores de escritório, o comércio eletrônico há tempos deixou de ser uma novidade. As perspectivas das compras virtuais têm somente um horizonte: crescer, crescer e crescer. De acordo com um relatório divulgado pelo Business Insider, site especializado em negócios e finanças, 20% dos latino-americanos fazem compras online e existem prognósticos de que, em 2018, as vendas online atingirão cifras da ordem de 85.000 milhões de dólares.

Ninguém duvida de que estamos diante de um panorama totalmente encorajador em relação a um setor que proporciona dados mais que positivos para a economia, em um contexto não muito favorável. No entanto, episódios de fraudes eletrônicas, tais como: invasão de contas e roubos online, fazem com que tanto os consumidores como as companhias de comércio eletrônico tenham de se manter alertas no momento de realizarem as suas transações para que estas se dêem com segurança.

Cristian Amicelli, Chief Operating Officer  da Mkit, empresa especializada em proporcionar soluções de segurança da informação, adverte que “embora tanto o consumidor quanto as lojas virtuais possam ser vítimas de fraude eletrônica, estes últimos são os responsáveis por potencializar o cuidado. Em geral, algumas empresas só pensam em sua segurança após haver ocorrido o incidente, quando o caminho deveria ser o inverso: antes, a prevenção”. Como especialista do setor informático, Amicelli celebra os números do comércio eletrônico na região, entretanto, afirma que, “em um contexto onde os ciberataques adquirem um grau de sofisticação cada vez mais complexo, quem deve ter cuidado é o usuário e o consumidor que efetiva sua compra online”.

Compra via dispositivos móveis versus compra via computador de escritório, qual é o mais vulnerável?

O comércio móvel (m-commerce) representa 20% de todo o comércio eletrônico da América Latina. Essa é a modalidade de compra que mais cresce, graças tanto ao baixo custo dos equipamentos (em comparação com os dos computadores de escritório ou laptops), como à sua portabilidade. Isso significa que o m-commerce é mais vulnerável aos hackers? “Em ambos os casos não são encontradas grandes diferenças, se falarmos do ataque em si. Talvez, nos celulares, por terem uma tela de menor tamanho, exista certa informação que não se pode visualizar. Ainda assim, os aplicativos abrem um leque de possibilidades, já que são eles que se encarregam de cuidar da segurança dos usuários”, afirma Amicelli.

Algumas recomendações

Tomar todos os cuidados necessários para não ser vítima de um ataque cibernético já não é algo impensável como era até pouco tempo atrás. Os especialistas da Mkit recomendam que os usuários finais nunca acessem sites de comércio eletrônico através de links que cheguem por e-mail ou outro sistema de mensagem e realizem compras por meio de um canal seguro, que se identifique com HTTPS e, por mais óbvio que seja, sempre verifiquem se a plataforma na qual a loja virtual se encontra pode ser considerada segura.

Por outro lado e com justa razão, quem deve assumir a responsabilidade por medidas preventivas contra ciberataques são as plataformas de comércio eletrônico. “É necessário que implementem políticas de desenvolvimento seguro e que efetuem auditorias periódicas com o objetivo de minimizar as brechas de segurança. Também é necessário que estejam informados sobre as vulnerabilidades que surgem nos protocolos, serviços e produtos que utilizam na sua plataforma com o objetivo de tomar contramedidas rápidas e eficazes”, conclui Amicelli.

Com a chegada do fim do ano, temporada de celebrações e troca de presentes, nada é mais cômodo que o comércio eletrônico para este tipo de compras. Devendo-se, contudo, tomar os cuidados necessários a fim de evitar fraudes e dissabores numa época em que tudo deveria ser somente festa.

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