IoT e segurança da informação: Os riscos de viver hiperconectado

IoT e segurança da informação: Os riscos de viver hiperconectado

Saiba do que se trata a Internet das Coisas, quais os riscos para as pessoas, as empresas e o governo, e o que se pode fazer diante de uma vida diária cem por cento online.

Imagine que você esteja em seu trabalho e no seu celular apareça uma mensagem cujo remetente é “geladeira”. Sim, você leu certo. Sua geladeira lhe envia uma mensagem com uma lista de produtos de seu consumo cotidiano que estão em falta. E mais, não só avisa que você ficou sem água mineral, iogurte e maçã, como também pergunta se você aprova a compra desses produtos no supermercado, que ela pode fazer com um simples “ok” de sua parte. Esta é a IoT, a Internet das Coisas.

A sigla IoT vem do inglês Internet of Things que faz alusão a tudo o que a Internet pode fazer em relação ao uso de objetos visando facilitar certas situações da vida diária de pessoas, empresas e governos. No entanto, o uso de dispositivos IoT traz riscos em termos de segurança da informação que devem ser levados em Consideração.

Cristian Amicelli, diretor de Operações da Mkit, uma empresa global que se destaca na área de serviços de segurança da informação, adverte sobre os riscos da aplicação desta tecnologia: “Assim como tem suas vantagens, o uso de dispositivos IoT é algo muito preocupante por sua quantidade, diversidade e simplicidade. Uma vez que eles estão preparados para serem conectados e usados com uma configuração mínima. Por outro lado, o nível de exposição aumenta e com ele a possibilidade de ataques cibernéticos de e para eles”.

Um relatório preparado pela empresa Telefônica, intitulado “ Alcance, escala y riesgos sin precedentes: asegurar el Internet de las cosas”   conclui que as infinitas vantagens do IOT em uma sociedade hiperconectada têm sua contrapartida têm sua contrapartida nas precauções necessárias para evitar o risco catastrófico representado pelos ataques cibernéticos. Ou seja, existem riscos de segurança não quantificáveis para indivíduos, organizações e Estados.

O que fazer diante desse panorama?

Devemos ter boas políticas de segurança e tempo para analisar implantações de IoT, especialmente em grandes empresas. Em geral, acho que não há preparação para essa nova tendência e é, por isso, que há uma grande necessidade de ajuda por parte de especialistas em segurança que podem contribuir com conhecimento e experiência”, estas são algumas das sugestões que Amicelli apontou quando perguntado sobre o que pode ser feito para lidar com esse tipo de problema.

É difícil saber o que vamos ter amanhã, mas a inteligência artificial é uma realidade cada vez mais tangível, é algo inegável e temos que aproveitar o que esses avanços nos fornecem”, concluiu o especialista.

Sem ser alarmista ou catastrófico, é necessário compreender o problema da hiperconectividade e seus riscos antes que seja tarde demais, é a mensagem que os especialistas de segurança da informação tentam transmitir, como é o caso do diretor de Operações da Mkit.

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