Abre-te Sésamo! Os usos da biometria aplicados à segurança informação

Abre-te Sésamo! Os usos da biometria aplicados à segurança informação

Saiba quais são as vantagens, riscos e o futuro do uso de dados biométricos em certos dispositivos de uso cotidiano

Desde que o mundo é mundo, os seres humanos reconhecem e identificam seus semelhantes pelas suas características, modo de caminhar e de falar. Por sua vez, a tecnologia, por meio de seus vários dispositivos, reconhece os indivíduos através dos dados biométricos.

Para que serve a segurança biométrica? Quais são seus riscos? Quais são os benefícios do seu uso e o que o futuro imediato se espera dela? Estas são algumas questões que Cristian Amicelli, diretor de operações da Mkit, uma das principais empresas de serviços de segurança global, responderá a seguir.
    
A segurança biométrica é o uso de nosso corpo para adicionar uma camada extra de segurança a certos dispositivos que utilizamos em  nossas vidas cotidianas. Hoje em dia, temos reconhecimento facial, impressão digital, implante de chips, oculares etc.”, afirma Amicelli. “Vale ressaltar sempre que esse não seja o único método”, acrescenta ele para reforçar a relevância da proteção de dados.

Entre as vantagens da sua aplicação, pode-se dizer que a segurança biométrica é comumente utilizada por organismos públicos, empresas e residências particulares como controle de acesso. Além disso, é usada nos aeroportos como uma medida de segurança extra. No campo da computação doméstica, trata-se de um sistema que permite ao usuário identificar-se em diferentes plataformas sem a necessidade de lembrar senhas, o que aumenta o conforto doméstico. Entre outros usos, é empregada nos sistemas bancário, financeiro e nos meios de pagamento comerciais.

Como sempre, toda a tecnologia traz também alguma desvantagem. O especialista da Mkit observa que “você pode encontrar falhas em alguns detalhes de segurança nos protocolos e implementações, manutenção e funcionalidade. Por exemplo, para evitar o roubo ou alteração de dados biométricos é sempre conveniente ter mais de um meio de autenticação. Ou seja, não adianta só a íris do olho, mas também para o mesmo dispositivo é necessária a impressão digital”.
    
Outra desvantagem no uso deste tipo de aplicações tem a ver com o fato de não ser uma tecnologia cem por cento compatível com a população. De acordo com um estudo realizado pela União Europeia, em 2005, estima-se que 5% das pessoas na Europa, por terem diferentes deficiências, ficam impossibilitadas de usarem este tipo de sistema de segurança, pois não podem ser identificadas por impressões digitais ou pela íris.

Futuro medido por chips

Em matéria de inovação na segurança biométrica o que podemos esperar para o futuro? “No futuro a curto prazo, algo que pode se tornar uma tendência é o uso maciço de chips implantados no corpo para diferentes aplicações biométricas. É questão de ver como esses protocolos de segurança serão desenvolvidos”, conclui Amicelli.

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